Jane e sua jovem heroína
A
Abadia de Northanger / Jane Austen ; tradução Roberto Leal Ferreira. – São Paulo
: Martin Claret, 2010. – (Coleção MC clássicos de bolso : literatura universal
; 9)
Islâine Domingues
“[Jane Austen] era uma mulher escrevendo sobre o
ano 1800 sem rancor, sem ódio, sem medo, sem protestar, sem pregar”. Este
comentário de Virginia Wolf descreve perfeitamente como Jane se expressava.
Em A Abadia de Northanger ela conta a história da
adorável Catherine Morland, tratada como uma heroína pela autora. A jovem heroína em
meio a sociedade de Bath e em sua estada na Abadia de Northanger se depara com
situações que a fazem aprender mais sobre a natureza humana e também a encontrar
o amor.
A Abadia de Northanger é considerado um
romance de aprendizagem, em que a heroína passa da adolescência para a idade
adulta seguindo um caminho de aprendizagem. Através dos eventos, decepções, da
confiança traída, Catherine Morland descobre a realidade da vida, aprende a
reconhecer a verdadeira amizade e a distinguir as armadilhas da aparência,
aprendendo no final que a vida real não se processa de acordo com as convenções
da literatura que ela tanto ama e nele Jane usa um vocabulário afinado, formal,
mas incrivelmente atual. Demonstra leveza e jovialidade de suas palavras
irônicas, apresenta a diversão e futilidade e o aspecto de paródia é mais
importante.
Bolos, buquês, champanhe e... Sangue.
Donnelly,
Deborah Ameaças Veladas/Deborah Donnelly; tradução Elizabeth Nellson. – São
Paulo: Arx, 2007.
Juliani Rodrigues
A
obra “Ameaças Veladas” de Deborah Donnelly trata-se de um romance
norte-americano repleto de mistérios e com um toque de humor que foi publicada
em 2007 pela editora Arx. O livro, dividido em capítulos traz a história de
Carnegie Kincaid, uma micro empresária que juntamente com seu amigo Eddie Breen
administra a “Projetados no Céu”, uma empresa organizadora de casamentos. A
ex-bibliotecária e ex-redatora Deborah Donnelly publicou contos de ficção
científica em diversas revistas e coletâneas do gênero. A personagem Carnegie
Kincaid voltou a aparecer em outros dois livros seus.
Arrastada
pelas aparências, Carnegie quase se deixa seduzir pelo então advogado da
família, HoltWaker. Porém não consegue definir quem é seu aliado ou seu inimigo
antes que este a destrua.
Com
uma trama policial definida, situações inusitadas e personagens com
características surpreendentes, Deborah Donnelly criou um romance único, tão
divertido quanto inteligente. A obra, que prende a atenção do leitor do começo
ao fim, é indicado ao público adulto.
3° BIMESTRE
Karen Caroline
UMA HISTORIA DO CORTICO
no RIO DE JANEIRO onde conta as pessoas humildes de favelas morava ao lado
escrava fuga mulheres com vidas irreegulares e ao decorrer Romão pedi a mirande
em casamento e depois Miranda se suicide e Romão livre do casamento.
Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban
Richard Kewen
Ácido, realista e romântico
Brown,
Josie. Todos
se apaixonam em Hollywood; Josie Brown; tradução Gabriela Machado. – São Paulo:
Arx, 2006.
Confronto do Bem e do Mal
Lins, Osman, 1924-1978/ O fiel e a pedra / 1. ed., 1. reimpr. - Belo Horizonte: Claro Enigma, 2008.Islâine de C. Domingues
O
Fiel e a Pedra é o terceiro livro do pernambucano Osman Lins, autor de contos,
romances, narrativas, livro de viagens e peças de teatro. Seu romance Avalovara
(1973) é uma das maiores obras universais de arquitetura narrativa, construído
a partir de um palíndromo latino (sator arepo tenet opera rotas), dentro
de uma espiral a partir dos quais vão sendo desenvolvidos todos os capítulos do
livro. Lisbela e o Prisioneiro (1964) virou especial na rede Globo, sendo
depois adaptado por Guel Arraes para o cinema. Baseada no romance homônimo de Osman Lins,
escrita por Jorge Andrade e dirigida por Edison Braga, com 30 capítulos, o
livro O Fiel e a Pedra se tornou uma telenovela brasileira exibida
pela TV Cultura.
Bernardo recebe de um amigo a proposta de administrar a venda de um moinho distante, e vai junto de sua esposa realizar a tarefa. O amigo morre e deixa no lugar o irmão que se torna seu novo patrão e inimigo.
Osman
Lins extrai uma história de dimensões míticas, um arquetípico confronto do Bem
e do Mal. Para narrar a saga, recorre a uma estrutura fragmentária: cada
pequeno episódio é explorado detalhadamente, numa linguagem quase lírica que
combina o falar regional com uma busca obsessiva da perfeição formal. O
resultado é levar o idioma aos limites da expressão, e extrair do conjunto e do
confronto das cenas o panorama amplo e definidor da narrativa.
O rígido taciturno, a pálida flor e o jovem sereno.
Carrero, Raimundo. Sombra severa/Raimundo Carrero. – 2. Ed. [1. Reimpr.] – São Paulo: Iluminuras, 2009.
Juliani Ap. Rodrigues
O livro, que foi
publicado em 2009 pela editora Iluminuras, é dividido em partes, cada
uma relatando o modo de pensar e agir de cada personagem. Com a
linguagem tipicamente nordestina, esse romance deixa claro seu traço
regionalista, com todo o despojamento e simplificação que o
caracterizam.
Raimundo Carrero nasceu em Salgueiro, Pernambuco.
Publicou, entre outros, Somos pedras que se consomem (Grande Prêmio da
Crítica APCA, 1996 e Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional,
1996) e Nas sombrias ruínas da alma (Prêmio Jabuti, 2000) ambos pela
Iluminuras.
Durante todo o decorrer da rama, Judas expõe o
destino por meio do jogo de cartas que tanto aprecia, além dos vários
flashbacks de sua juventude e de Abel. O enredo começa bastante agitado
com a fuga de Dina para a casa de Abel, com isso Judas o trai e não
suportando a serenidade com que o irmão lida com a situação, o mata.
Após sua morte há uma certa “esfriada” no contexto, infelizmente as
expectativas criadas no início da história são quebradas e a trama fica
cansativa e estagnada com um ótimo início e um fim sem surpresas.
A obra é indicada para o público adulto, já que sua linguagem é um pouco mais trabalhosa para ser interpretada.
2° BIMESTRE
Não basta ser nerd
Bergallo, Laura. Supernerd - a saga dantesca. São Paulo: DCl, 2009
Richard da Silva
O enredo trata do personagem Bruno, que é
fanático por games e sofre com a indiferença dos pais divorciados. Na
história, ele acaba indo parar nas mãos de um cientista maluco que
implanta chips no cérebro do garanto, criando os superpoderes.
A
descrição dos jogos em 3D em que ele literalmente "entra" à la Tron são
sensacionais. É uma descrição do Inferno, de Dante Aligheri, com
elementos evidentes de jogos como Dante's Inferno e Castlevania. É uma
viagem sensacional, com um final surpreendente.
A autora bateu um papo com a EGW para falar mais dessa obra tão divertida.
Tempo para o amor
Sohn, Amy. Tempo de amar. Tradução Therezinha Monteiro Deutsch. São Paulo: Arx, 2006.
Karen das Neves
O livro Tempo de amar foi escrito pela norte-americana Amy Sohn, colunista da New York Magazine, é roteirista de cinema, e já foi colunista da playboy.
A personagem principal, Rachel Bloch é uma jovem judia que
vive em um bairro de Nova Iorque, a seis quarteirões da casa de seus pais, em
um apartamento minúsculo e tem como vizinha a bela Liz, uma judia fogosa que
tem por hábito narrar suas aventuras sexuais em alto e bom tom, durante o ato.
Por se considerar capaz de trazer algo novo para os judeus, faz a faculdade de
rabinato, até que um fato testa a sua fé. Durante uma visita aos doentes
terminais de um hospital, ela percebe que a sua fé não é forte o suficiente
para ajudar as outras pessoas, após o paciente que ela visita afirmar que ela é
uma péssima rabina e morrer. Rachel então, para a contrariedade dos seus pais,
abandona a faculdade e vai trabalhar como atendente de um bar noturno, usando
roupas sensuais e abandonando parte dos ritos judeus. Disposta a testar mais
dos próprios limites, em uma noite ela sai com um amigo ator de teatro e conhece
o diretor da peça, Hank Powell. Hank é um daqueles diretores de filmes cult que
se aventurou no teatro sem muito sucesso, cínico e egocêntrico que gosta de ser
o centro das atenções e que Rachel sempre admirou e agora está atraída.
Disposta a se envolver emocionalmente com Hank ela começa um joguinho de
sedução, mas que logo percebe que ele gosta de determinar as regras. Rachel
então passa a conviver com um relacionamento nenhum um pouco convencional com
um homem mais velho, e que acaba deixando-a depressiva, pois percebe não haver
nada mais do que envolvimento físico, sem nenhum tipo de sentimento. Para
completar estes momentos difíceis, seus pais também passam por momentos
críticos, pois sua mãe vive uma crise na menopausa e passa a deixar a família
em terceiro plano, seu pai perdeu o emprego em uma idade complicada. Viagem
Wilder, Laura Ingalls. Uma casa na
campina. Ilustrações Garth Williams; tradução de P. A. do Nascimento Silva –
10ª edição – Rio de Janeiro: Record, 1998
Islâine de Castro
O
livro Uma casa na campina (Little house on the prairie, tradução de P. A. do
Nascimento Silva, Record, 264 páginas) foi escrito pela norte-americana Laura Elizabeth Ingalls Wilder
(7 de Fevereiro de 1867, em Pepin, Wisconsin – 10 de Fevereiro de 1957, em sua
casa Rocky Ridge), foi uma escritora estadunidense de livros infanto-juvenis.
Escreveu a série Os Pioneiros onde conta a história de sua família.
Laura nascida em uma pequena cabana de troncos, à beira da Grande Floresta do Winsconsin,
viajava com a família de carroça através do Kansas, Minnesota e, finalmente, do
Território de Dakota, onde conheceu e casou com Almanzo Wilder.
Pa e Ma construíram uma casa de troncos, fizeram o telhado, construíram o poço e o estábulo. Isso com três filhas pequenas e sem nem uma pessoa branca num raio de quarenta milhas.
Os índios, vistos sob o olhar impressionável de Laura, estavam sendo constantemente empurrados mais para o oeste pelo governo, que queria colonizar todas as terras do continente.
A
polêmica envolvendo a questão é discretamente mostrada nas conversas dos
adultos que a pequena Laura entreouve, até o clímax do livro, onde os índios se
reúnem para um conselho de guerra e a família fica à mercê deles com apenas a
carabina de Pa e o buldogue Jack para protegê-los.
As ilustrações de Garth Williams são resultados de anos
de pesquisa, pois Williams fez questão de percorrer a trilha da família durante
o período 1970-1889, o que tornam as ilustrações atrativas, para se usar na
nossa viagem imaginária.
Vale
a pena ler o livro, pois descreve com vigor a história da família de Laura e
reproduz com perfeição o espírito pioneiro americano.
Aula
de Voo
Young,
William P. – The shack. William P. Young [tradução Alves
Calado] – Rio de Janeiro: Sextante, 2008.
Renata Coutinho
Após o desaparecimento e assassinato cruel de sua filha mais nova, Mack se
entrega a Grande Tristeza causada pela ausência de sua filha, que mesmo após se
passarem quatro anos só insiste em crescer.
Um
dia porém, Mack recebe um estranho bilhete escrito por Deus para retornar a
antiga cabana, onde tudo aconteceu. Chegando lá Mack encontra Deus, Jesus e o
Espírito Santo que conversam delicadamente com ele sobre amor, fé, morte, vida,
perdão e dor.
As repostas que Mack encontrou me surpreendeu e mudou a minha maneira de ver
Deus e o real significado de Pai, Filho e Espírito Santo. A cabana consegue
expor de maneira sublime e marcante o amor de Deus em relação aos filhos, nos
mostra a magia e a grandeza de cada relacionamento e o porquê são tão essências
na nossa vida. Da chance ao leitor de se aproximar de Deus e mostras os
resignos Dele em nossa vida, é um livro repleto de amor e esperança.
Esse livro se mostrou tão mágico pra mim, que o indicaria a todos os que têm
coração aberto e desejam entender melhor o amor do Pai em nossas vidas.
O céu vermelho e a menina das palavras
Zusak, Markus, 1975-A menina que roubava livros/Markus Zusak; Tradução de Vera
Martins; [ilustrações Trudy White]-Rio de Janeiro: Intrínseca, 2007.
Juliani Ap.
Rodrigues
Makus Suzak também escreveu as obras “Fighting Ruben Wolfe”, “Getting
the Girl” e “I Am the Messenger”, além de receber críticas radiosas nas
revistas Publishers Weekly, School Library Journal, KLIATT, The Bulletin e
Booklist. Markus afirma
que queria construir uma obra diferente, uma obra que explicasse “a importância
das palavras”
O livro, que foi lançado em 2007 pela
editora intrínseca, é dividido em 10 partes, cada parte contendo determinado
número de capítulos. A história é narrada por aquela que mais pairou sobre a
Alemanha Nazista: a Morte. O começo é um pouco confuso, mas ao desenrolar da
trama é impossível não ser cativado (a) pelos moradores da Rua Himmel. Com o
passar do tempo Liesel cedeu seu afeto e amor a seus pais de criação,
conquistou amizades, aprendeu a ler, conheceu a biblioteca do prefeito, abrigou
um judeu no seu porão e odiou o Fuhrer (Hitler) e as palavras. Nossa estranha
narradora não faz questão de fazer suspense, por isso o fim trágico se mostra
óbvio o que, em nenhum momento, tinha o sabor agridoce da história. A
“roubadora de livros”, se mostra uma garota diferente das demais: encontrava
consolo roubando livros e lendo estes, jogando futebol na Rua Himmel e
escutando seu pai tocar acordeão. Também
gostava de conversar com seu amigo do porão, Max Vandeburg, um judeu que buscou
ajuda na casa dos hubermann devido a uma antiga amizade entre Hans e seu pai. A
amizade de Liesel e de Max se tornam um eixo importantíssimo na história, pois
Max fez crescer a vontade de Liesel pelas palavras além da grande contradição
em que estão envolvidos: uma garota alemã que abriga e mantém amizade com um
judeu.
A obra é indicada para todos os públicos,
sendo não somente a história de uma sobrevivente do bombardeio, mas sendo a
história de uma época e de uma nação assolada pelo patriotismo, pelo
antissemitismo e pela guerra. Uma história que a Morte guarda como “uma
história que vale a pena ser contada”.
“OS DOZE SEGUNDOS
SEGUINTES DA VIDA DE LIESEL MEMINGER:
Ela girou nos
calcanhares e olhou o mais longe que pode, naquele canal destroçado que um dia
fora a Rua Himmel. Viu dois homens carregando um cadáver e os seguiu. [...]
Havia pijamas
assustados e rostos rasgados. Foi o cabelo do menino que ela viu primeiro.
Pág. 479
1° BIMESTRE
A semelhança entre sociedade robótica e humanitária.
Asimov, Isaac. Eu, robô. Editora Ediouro
Richard da Silva
É
um livro extremamente interessante,onde uma sociedade robótica vai
evoluindo ao decorrer das páginas,além de apresentar uma visão
extremamente futura quanto a máquinas ele também deixa essa abertura e
imaginação para comparar o futuro da era cibernética com o futuro que
parece a ser a nossa atual sociedade.
Nada de anormal ou que seja
impercebido por seres humanos, mas a leitura dessa obra só deixou mais
claro a situação que se encontra a sociedade e o rumo que ela está
tomando, vemos que no livro os robôs obedecem fielmente as leis da
robóticas, assim são elas:
1° Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2°
Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres
humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a
Primeira Lei.
3° Lei: Um robô deve proteger sua própria existência
desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e/ou a
Segunda Lei.
No entanto vemos que há algumas semelhanças das leis da robótica com a nossa atual sociedade assim são elas:
1°:Um ser humano não pode ferir o seu governo ou deixar que a sua nação sofra algum mau.
2°:Um ser humano deve obedecer as ordens e leis do seu governo, exceto que tais ordem entre em conflito com a primeira lei.
3°:Um ser humano deve proteger sua existência desde que isso não entre em conflito com a 2° lei ou a 1° lei.
As
três leis humanas a que eu me refiro é baseada em experiencias e provas
empíricas e estão presente na cultura ética e moral desse país, no
entanto assim como os robôs obedecem fielmente as leis da robótica os
seres humanos obedecem as normas do sistema, portanto não é heresia
dizer que os seres humanos são robôs dos sistema.
Uma nova aventura
Renata Coutinho
Eu
não costumo ler um livro inteiro em apenas 01 dia, mas este eu li. É
super fácil e delicado. Apesar baseado principalmente no tema "solidão"
este livro nos deixa leve e a história nos prende. Os personagens sofrem
frustrações por ilusões, sonhos não realizados e seus próprios
fantasmas. Vale a pena ler, pois apesar de um pouco confuso no inicio,
com o desenrolar da história você percebe o quão criativo e instigante
se torna a história. Recomendo este livro a todo tipo de leitor,
especialmente aqueles que têm o coração e a mente aberta a novas
aventuras. Vale a pena ler!
A Raposa Contorcionista
Clavenger, Craig. Sob Mil
Disfarces. Tradução de Vera Martins. São Paulo: Arx 2006.
Juliani Ap. Rodrigues
A obra “Sob Mil Disfarces” de Craig Clevenger trata-se de um
homem que vive escondendo-se sob identidades falsas e tentando acabar com suas
terríveis dores de cabeça que quase sempre acabam em uma overdose por
analgésicos.
John sempre foi um garoto problemático que passou por
diversas avaliações psicológicas, sempre teve o nome manchado e ficou algum
tempo na cadeia até que achou a solução dos problemas não revelando sua
verdadeira identidade. Sempre sofreu preconceito por possuir um dedo a mais na
mão esquerda, embora este sempre fosse útil para despistar avaliadores
psicológicos. O rapaz ruivo, de olhos azuis e com capacidade intelectual
indiscutivelmente afiada compara-se com um contorcionista tendo de se adaptar
às suas novas identidades para que fosse livre de qualquer acusação e tivesse
uma ficha sempre limpa.
A história de John flui tranquilamente (na medida do
possível), até que se envolve com uma facção criminosa bem mais perigosa que as
que ele está acostumado a trabalhar. Com esse ato impensado coloca em risco
Keara, a mulher por quem está apaixonado. A partir daí percebe-se todo o
sentido da obra: a personagem leva o leitor a refletir o quanto a mente e o
coração humano podem rumar para lados diferentes.
Embora tenha um começo confuso e algumas passagens que se
tornam repetitivas ao leitor, a história de John apresenta um final realmente
interessante e surpreendente.
A obra, que é direcionada ao público adulto, apresenta a
realidade de forma objetiva além de apresentar citações químicas, físicas,
matemáticas, filosóficas, etc. O resumo dessas ciências montam o caráter
calculista que está presente em John e toda sua capacidade de lidar com as mais
diversas e inusitadas situações.
Família, sem eira nem beira
Lutz, Lisa. A família Spellman. Tradução de Débora Da Silva G. Isidoro. São Paulo: Arx, 2007.
Islâine de C. Domingues
O livro A família Spellman (The
Spellman Files, tradução de Débora Isidoro, Arx, 320 páginas) foi escrito pela
norte-americana Lisa Lutz que trabalhou como roteirista antes de começar a escrever
A Família Spellman, seu primeiro romance.
Confiança e privacidade não fazem parte dos valores
da família Spellman, dona de uma agência de detetives em San Francisco, que não
satisfeitos com suas atividades profissionais, mantêm o hábito de bisbilhotar
também uns aos outros, além “de coletar dados’’ sobre amigos, namorados e
conhecidos.
É por meio do olhar sarcástico de
Isabel, que conhecemos seus pais, Albert e Olívia e seus irmãos, o perfeito
David, e Rae, adolescente entusiasta da “vigilância recreativa”, esporte que consiste
em seguir pessoas aleatoriamente. Com eles vive também seu tio Ray, que regularmente
precisa ser resgatado após noitadas de drogas e jogos.
Isabel vive e trabalha, ajudando
os pais a solucionar casos misteriosos. Claro que seus hábitos estranhos a
atrapalham: seus namorados não suportam seu temperamento imprevisível e de ser
espionados. Aos 28 anos Isabel está em seu limite, quer ser normal e mudar de
profissão, mas terá que resolver um caso misterioso para ser liberada da
agência de detetives.
O livro poderia ser mais
engraçado, ou ainda poderia mostrar um pouco mais da atividade dos
investigadores particulares. A verdade é que a história ficou muito focada na
vida pessoal de Isabel e nos seus problemas familiares. As atividades de
investigação ficaram praticamente concentradas na quebra de privacidade entre
os membros da família Spellman
Mas é uma ótima combinação de aventura e
humor, faz de Lisa Lutz uma das mais promissoras escritoras da atualidade e
apresenta uma galeria de personagens excêntricos, que nos cativa de imediato.

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