Resenhas

4° BIMESTRE



Jane e sua jovem heroína


A Abadia de Northanger / Jane Austen ; tradução Roberto Leal Ferreira. – São Paulo : Martin Claret, 2010. – (Coleção MC clássicos de bolso : literatura universal ; 9)

Islâine Domingues

“[Jane Austen] era uma mulher escrevendo sobre o ano 1800 sem rancor, sem ódio, sem medo, sem protestar, sem pregar”. Este comentário de Virginia Wolf descreve perfeitamente como Jane se expressava.
Em A Abadia de Northanger ela conta a história da adorável Catherine Morland, tratada como uma heroína pela autora. A jovem heroína em meio a sociedade de Bath e em sua estada na Abadia de Northanger se depara com situações que a fazem aprender mais sobre a natureza humana e também a encontrar o amor.
A Abadia de Northanger é considerado um romance de aprendizagem, em que a heroína passa da adolescência para a idade adulta seguindo um caminho de aprendizagem. Através dos eventos, decepções, da confiança traída, Catherine Morland descobre a realidade da vida, aprende a reconhecer a verdadeira amizade e a distinguir as armadilhas da aparência, aprendendo no final que a vida real não se processa de acordo com as convenções da literatura que ela tanto ama e nele Jane usa um vocabulário afinado, formal, mas incrivelmente atual. Demonstra leveza e jovialidade de suas palavras irônicas, apresenta a diversão e futilidade e o aspecto de paródia é mais importante.



Bolos, buquês, champanhe e... Sangue.

Donnelly, Deborah Ameaças Veladas/Deborah Donnelly; tradução Elizabeth Nellson. – São Paulo: Arx, 2007.
Juliani Rodrigues
A obra “Ameaças Veladas” de Deborah Donnelly trata-se de um romance norte-americano repleto de mistérios e com um toque de humor que foi publicada em 2007 pela editora Arx. O livro, dividido em capítulos traz a história de Carnegie Kincaid, uma micro empresária que juntamente com seu amigo Eddie Breen administra a “Projetados no Céu”, uma empresa organizadora de casamentos. A ex-bibliotecária e ex-redatora Deborah Donnelly publicou contos de ficção científica em diversas revistas e coletâneas do gênero. A personagem Carnegie Kincaid voltou a aparecer em outros dois livros seus.
Em um dos casamentos que promove umtrágico acidente leva Carnegie a acreditar em uma tentativa de assassinato. Dentre as testemunhas e envolvidos estão os personagens da alta sociedade inclusive sua próxima cliente, filha de um importante banqueiro que carrega denúncias de fraude.
Arrastada pelas aparências, Carnegie quase se deixa seduzir pelo então advogado da família, HoltWaker. Porém não consegue definir quem é seu aliado ou seu inimigo antes que este a destrua.
Com uma trama policial definida, situações inusitadas e personagens com características surpreendentes, Deborah Donnelly criou um romance único, tão divertido quanto inteligente. A obra, que prende a atenção do leitor do começo ao fim, é indicado ao público adulto.


3° BIMESTRE

 Karen Caroline


UM DOS AUTORES MAIS CONHECIDO NAS HISTORIAS DE LIVROS DE LITERATURA ONDES CONTOS DE SUAS HISTORIAS E VIDADS SAO DIFICIEIS PORQUE AO DECORRER DA HISTORIA PARECEM PALAVRAS DIFERENTES DO SENTIDO DE ENTENDELAS.
UMA HISTORIA DO CORTICO no RIO DE JANEIRO onde conta as pessoas humildes de favelas morava ao lado escrava fuga mulheres com vidas irreegulares e ao decorrer Romão pedi a mirande em casamento e depois Miranda se suicide e Romão livre do casamento.
 

Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban
Richard Kewen
    Não tenho como argumentar, um A ao Prisioneiro de Azkaban. Perfeito demais. Fico perplexo de imaginar como pode existir uma autora tão completa e admirável: JK Rowling. Parabéns! Seria ridículo tentar elaborar uma resenha digna. Todos já conhecemos Harry e até a Câmara Secreta eu ainda tinha o que argumentar, mas agora, de frente ao terceiro da série e caminhando ao Cálice de Fogo, assumo minha dificuldade na criação da resenha. Harry encontra-se cara a cara com o passado de seu pai (Thiago), e finalmente começa a perceber como é um ótimo bruxo. Bem, o livro é o melhor dentre os dois anteriores e com tantas reviravoltas e fatos novos que acabei a leitura agitada. Portanto, madrugada lendo o Prisioneiro de Azkaban é sinônimo de insônia. Parece que não me canso, pois ocorreram novas lágrimas e coração apertado (risos), tudo de uma só vez e sem descanso. Cada virada de página é um novo personagem, historia, descoberta, segredo, etc. E me digam: Como não se emocionar com as sabias palavras de Alvo Dumbledore?

Ácido, realista e romântico

 Brown, Josie. Todos se apaixonam em Hollywood; Josie Brown; tradução Gabriela Machado. – São Paulo: Arx, 2006.
  


    Em menos de 72 horas o mundo de Hannah fica de cabeça para baixo. Ela enterra o pai e descobre que o namorado tem um caso com a sua madrasta e que não teria direito a herança, que garantiria a sua dedicação a astronomia.    Em Hollywood Hannah esta acostumada a conviver com grandes estrelas, mas agora se vê obrigada a dar sua contribuição na indústria cinematográfica: consegue um emprego como assistente pessoal de Louis Trollope. Lançada de corpo e alma em uma vida que nunca quis ter Hannah se da conta que as  mentiras ali são a moeda de troca para o sucesso e descobre também que o  amor só existe em filmes. Mas de repente Louis se declara apaixonado por ela,  ela se lembra de seu pai: talentoso, egoísta e sedutor. Unindo um retrato  surpreendente de Hollywood com uma estória de amor criada para os tempos  modernos, Josie Brown concebeu um livro com enredo ótimo e ao mesmo tempo ácido, realista e romântico. Josie Brown é jornalista e mora na Califórnia.

Confronto do Bem e do Mal

 Lins, Osman, 1924-1978/ O fiel e a pedra / 1. ed., 1. reimpr. - Belo Horizonte: Claro Enigma, 2008.

Islâine de C. Domingues



O Fiel e a Pedra é o terceiro livro do pernambucano Osman Lins, autor de contos, romances, narrativas, livro de viagens e peças de teatro. Seu romance Avalovara (1973) é uma das maiores obras universais de arquitetura narrativa, construído a partir de um palíndromo latino (sator arepo tenet opera rotas), dentro de uma espiral a partir dos quais vão sendo desenvolvidos todos os capítulos do livro. Lisbela e o Prisioneiro (1964) virou especial na rede Globo, sendo depois adaptado por Guel Arraes para o cinema. Baseada no romance homônimo de Osman Lins, escrita por Jorge Andrade e dirigida por Edison Braga, com 30 capítulos, o livro O Fiel e a Pedra se tornou uma telenovela brasileira exibida pela TV Cultura.
Nesse romance o autor se entrega a uma radical experiência na estrutura do romance, levando o leitor a um tremendo esforço para atingir suas páginas finais. A história se passa no nordeste, nos anos 1930, quando Bernardo, um homem de uns 40 anos, perde um filho e abandona o emprego público por não concordar com as desonestidades que ali presenciava.
Bernardo recebe de um amigo a proposta de administrar a venda de um moinho distante, e vai junto de sua esposa realizar a tarefa. O amigo morre e deixa no lugar o irmão que se torna seu novo patrão e inimigo.

Osman Lins extrai uma história de dimensões míticas, um arquetípico confronto do Bem e do Mal. Para narrar a saga, recorre a uma estrutura fragmentária: cada pequeno episódio é explorado detalhadamente, numa linguagem quase lírica que combina o falar regional com uma busca obsessiva da perfeição formal. O resultado é levar o idioma aos limites da expressão, e extrair do conjunto e do confronto das cenas o panorama amplo e definidor da narrativa.


O rígido taciturno, a pálida flor e o jovem sereno. 

   Carrero, Raimundo. Sombra severa/Raimundo Carrero. – 2. Ed. [1. Reimpr.] – São Paulo: Iluminuras, 2009.

Juliani Ap. Rodrigues

    A obra “Sombra Severa” de Raimundo Carrero aborda a história de um triângulo amoroso composto por Judas, Dina e Abel no nordeste brasileiro. Judas e Abel são dois irmãos antagônicos, porém ambos mantêm uma imensa paixão por Dina que fugira de casa para se casar com Abel, mas a inveja de Judas era tamanha que o levou a trair Abel e à matá-lo. A partir daí a história se desenrola com o sofrimento de Judas e a luta entre o amor e o ódio presentes em seu coração.
    O livro, que foi publicado em 2009 pela editora Iluminuras, é dividido em partes, cada uma relatando o modo de pensar e agir de cada personagem. Com a linguagem tipicamente nordestina, esse romance deixa claro seu traço regionalista, com todo o despojamento e simplificação que o caracterizam.
    Raimundo Carrero nasceu em Salgueiro, Pernambuco. Publicou, entre outros, Somos pedras que se consomem (Grande Prêmio da Crítica APCA, 1996 e Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional, 1996) e Nas sombrias ruínas da alma (Prêmio Jabuti, 2000) ambos pela Iluminuras.
    Durante todo o decorrer da rama, Judas expõe o destino por meio do jogo de cartas que tanto aprecia, além dos vários flashbacks de sua juventude e de Abel. O enredo começa bastante agitado com a fuga de Dina para a casa de Abel, com isso Judas o trai e não suportando a serenidade com que o irmão lida com a situação, o mata. Após sua morte há uma certa “esfriada” no contexto, infelizmente as expectativas criadas no início da história são quebradas e a trama fica cansativa e estagnada com um ótimo início e um fim sem surpresas.
    A obra é indicada para o público adulto, já que sua linguagem é um pouco mais trabalhosa para ser interpretada. 

2° BIMESTRE

Não basta ser nerd

Bergallo, Laura. Supernerd - a saga dantesca. São Paulo: DCl, 2009
Richard da Silva
      O sonho de qualquer game maníaco é ter alguma espécie de poder para passar todas as fases de um jogo muito difícil sem fazer muito esforço. Pois é exatamente a realização desse sonho que permeia o delicioso romance Supernerd - A Saga Dantesca, de Laura Bergallo. É o tipo de livro que simplesmente não dá para parar de ler até que a história acaba, afinal, o estilo quase fotográfico em que a autora escreve deixa o leitor extasiado, como se estivesse diante de um game espetacular que você quer jogar até o fim.
      O enredo trata do personagem Bruno, que é fanático por games e sofre com a indiferença dos pais divorciados. Na história, ele acaba indo parar nas mãos de um cientista maluco que implanta chips no cérebro do garanto, criando os superpoderes.
     A descrição dos jogos em 3D em que ele literalmente "entra" à la Tron são sensacionais. É uma descrição do Inferno, de Dante Aligheri, com elementos evidentes de jogos como Dante's Inferno e Castlevania. É uma viagem sensacional, com um final surpreendente.
     A autora bateu um papo com a EGW para falar mais dessa obra tão divertida.

Tempo para o amor

 Sohn, Amy. Tempo de amar. Tradução Therezinha Monteiro Deutsch. São Paulo: Arx, 2006.
Karen das Neves

    O livro Tempo de amar foi escrito pela norte-americana Amy Sohn, colunista da New York Magazine, é roteirista de cinema, e já foi colunista da playboy.
         A personagem principal, Rachel Bloch é uma jovem judia que vive em um bairro de Nova Iorque, a seis quarteirões da casa de seus pais, em um apartamento minúsculo e tem como vizinha a bela Liz, uma judia fogosa que tem por hábito narrar suas aventuras sexuais em alto e bom tom, durante o ato. Por se considerar capaz de trazer algo novo para os judeus, faz a faculdade de rabinato, até que um fato testa a sua fé. Durante uma visita aos doentes terminais de um hospital, ela percebe que a sua fé não é forte o suficiente para ajudar as outras pessoas, após o paciente que ela visita afirmar que ela é uma péssima rabina e morrer. Rachel então, para a contrariedade dos seus pais, abandona a faculdade e vai trabalhar como atendente de um bar noturno, usando roupas sensuais e abandonando parte dos ritos judeus. Disposta a testar mais dos próprios limites, em uma noite ela sai com um amigo ator de teatro e conhece o diretor da peça, Hank Powell. Hank é um daqueles diretores de filmes cult que se aventurou no teatro sem muito sucesso, cínico e egocêntrico que gosta de ser o centro das atenções e que Rachel sempre admirou e agora está atraída. Disposta a se envolver emocionalmente com Hank ela começa um joguinho de sedução, mas que logo percebe que ele gosta de determinar as regras. Rachel então passa a conviver com um relacionamento nenhum um pouco convencional com um homem mais velho, e que acaba deixando-a depressiva, pois percebe não haver nada mais do que envolvimento físico, sem nenhum tipo de sentimento. Para completar estes momentos difíceis, seus pais também passam por momentos críticos, pois sua mãe vive uma crise na menopausa e passa a deixar a família em terceiro plano, seu pai perdeu o emprego em uma idade complicada.

Viagem

Wilder, Laura Ingalls. Uma casa na campina. Ilustrações Garth Williams; tradução de P. A. do Nascimento Silva – 10ª edição – Rio de Janeiro: Record, 1998
Islâine de Castro

     O livro Uma casa na campina (Little house on the prairie, tradução de P. A. do Nascimento Silva, Record, 264 páginas) foi escrito pela norte-americana         Laura Elizabeth Ingalls Wilder (7 de Fevereiro de 1867, em Pepin, Wisconsin – 10 de Fevereiro de 1957, em sua casa Rocky Ridge), foi uma escritora estadunidense de livros infanto-juvenis. Escreveu a série Os Pioneiros onde conta a história de sua família. Laura nascida em uma pequena cabana de troncos, à beira da Grande Floresta do Winsconsin, viajava com a família de carroça através do Kansas, Minnesota e, finalmente, do Território de Dakota, onde conheceu e casou com Almanzo Wilder.
Uma Casa Na CampinaA história continua onde o primeiro livro da série, Uma Casa na Floresta, havia parado, com a viagem na carroça coberta típica dos pioneiros passando por vários estados norte-americanos, até pararem na enorme campina verdejante e começarem a construir tudo do zero: uma casa, um estábulo, um campo arado...
            Pa e Ma construíram uma casa de troncos, fizeram o telhado, construíram o poço e o estábulo. Isso com três filhas pequenas e sem nem uma pessoa branca num raio de quarenta milhas.
Os índios, vistos sob o olhar impressionável de Laura, estavam sendo constantemente empurrados mais para o oeste pelo governo, que queria colonizar todas as terras do continente.
            A polêmica envolvendo a questão é discretamente mostrada nas conversas dos adultos que a pequena Laura entreouve, até o clímax do livro, onde os índios se reúnem para um conselho de guerra e a família fica à mercê deles com apenas a carabina de Pa e o buldogue Jack para protegê-los.
            As ilustrações de Garth Williams são resultados de anos de pesquisa, pois Williams fez questão de percorrer a trilha da família durante o período 1970-1889, o que tornam as ilustrações atrativas, para se usar na nossa viagem imaginária.
Vale a pena ler o livro, pois descreve com vigor a história da família de Laura e reproduz com perfeição o espírito pioneiro americano.


Aula de Voo



Young, William P. – The shack. William P. Young [tradução Alves Calado] – Rio de Janeiro: Sextante, 2008.
Renata Coutinho 


    Dividida em 18 capítulos, A Cabana levanta um questionamento polêmico: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar nosso sofrimento? William P. Young nasceu em Alberta, no Canadá, mas passou sua infância em Papua – Nova Guiné. Formou-se em religião no Oregon, Estados Unidos.
    Após o desaparecimento e assassinato cruel de sua filha mais nova, Mack se entrega a Grande Tristeza causada pela ausência de sua filha, que mesmo após se passarem quatro anos só insiste em crescer.
Um dia porém, Mack recebe um estranho bilhete escrito por Deus para retornar a antiga cabana, onde tudo aconteceu. Chegando lá Mack encontra Deus, Jesus e o Espírito Santo que conversam delicadamente com ele sobre amor, fé, morte, vida, perdão e dor.
    As repostas que Mack encontrou me surpreendeu e mudou a minha maneira de ver Deus e o real significado de Pai, Filho e Espírito Santo. A cabana consegue expor de maneira sublime e marcante o amor de Deus em relação aos filhos, nos mostra a magia e a grandeza de cada relacionamento e o porquê são tão essências na nossa vida. Da chance ao leitor de se aproximar de Deus e mostras os resignos Dele em nossa vida, é um livro repleto de amor e esperança.
    Esse livro se mostrou tão mágico pra mim, que o indicaria a todos os que têm coração aberto e desejam entender melhor o amor do Pai em nossas vidas.

O céu vermelho e a menina das palavras 

 Zusak, Markus, 1975-A menina que roubava livros/Markus Zusak; Tradução de Vera Martins; [ilustrações Trudy White]-Rio de Janeiro: Intrínseca, 2007.

Juliani Ap. Rodrigues

A Menina que Roubava Livros   A obra “A Menina que Roubava Livros” revela a história de Liesel Meminger, uma garotinha de apenas 10 anos de idade, que com a ausência do pai, abandono da mãe e morte do irmão mais novo chega a uma pequena cidade alemã chamada Molching, sendo adotada por Hans e Rosa Hubermann. A história é contada na Alemanha Nazista, os tempos são de racionamento e crise. Na Rua Himmel, Liesel fez amigos, mas tinha um especial: Rudy Stainer, melhor amigo e namorado que nunca teve. Unidos pela arte do roubo, Rudy e Liesel tinham interesses distintos enquanto Rudy deseja roubar alimentos Liesel tem um desejo maior de roubar livros. 
  Makus Suzak também escreveu as obras “Fighting Ruben Wolfe”, “Getting the Girl” e “I Am the Messenger”, além de receber críticas radiosas nas revistas Publishers Weekly, School Library Journal, KLIATT, The Bulletin e Booklist. Markus afirma que queria construir uma obra diferente, uma obra que explicasse “a importância das palavras”

   O livro, que foi lançado em 2007 pela editora intrínseca, é dividido em 10 partes, cada parte contendo determinado número de capítulos. A história é narrada por aquela que mais pairou sobre a Alemanha Nazista: a Morte. O começo é um pouco confuso, mas ao desenrolar da trama é impossível não ser cativado (a) pelos moradores da Rua Himmel. Com o passar do tempo Liesel cedeu seu afeto e amor a seus pais de criação, conquistou amizades, aprendeu a ler, conheceu a biblioteca do prefeito, abrigou um judeu no seu porão e odiou o Fuhrer (Hitler) e as palavras. Nossa estranha narradora não faz questão de fazer suspense, por isso o fim trágico se mostra óbvio o que, em nenhum momento, tinha o sabor agridoce da história. A “roubadora de livros”, se mostra uma garota diferente das demais: encontrava consolo roubando livros e lendo estes, jogando futebol na Rua Himmel e escutando seu pai tocar acordeão.    Também gostava de conversar com seu amigo do porão, Max Vandeburg, um judeu que buscou ajuda na casa dos hubermann devido a uma antiga amizade entre Hans e seu pai. A amizade de Liesel e de Max se tornam um eixo importantíssimo na história, pois Max fez crescer a vontade de Liesel pelas palavras além da grande contradição em que estão envolvidos: uma garota alemã que abriga e mantém amizade com um judeu.

   A obra é indicada para todos os públicos, sendo não somente a história de uma sobrevivente do bombardeio, mas sendo a história de uma época e de uma nação assolada pelo patriotismo, pelo antissemitismo e pela guerra. Uma história que a Morte guarda como “uma história que vale a pena ser contada”.

“OS DOZE SEGUNDOS SEGUINTES DA VIDA DE LIESEL MEMINGER:


Ela girou nos calcanhares e olhou o mais longe que pode, naquele canal destroçado que um dia fora a Rua Himmel. Viu dois homens carregando um cadáver e os seguiu. [...]


Havia pijamas assustados e rostos rasgados. Foi o cabelo do menino que ela viu primeiro.


Rudy? “


Pág. 479
1° BIMESTRE

 A semelhança entre sociedade robótica e humanitária.

 Asimov,  Isaac. Eu, robô. Editora Ediouro
Richard da Silva

   É um livro extremamente interessante,onde uma sociedade robótica vai evoluindo ao decorrer das páginas,além de apresentar uma visão extremamente futura quanto a máquinas ele também deixa essa abertura e imaginação para comparar o futuro da era cibernética com o futuro que parece a ser a nossa atual sociedade.
   Nada de anormal ou que seja impercebido por seres humanos, mas a leitura dessa obra só deixou mais claro a situação que se encontra a sociedade e o rumo que ela está tomando, vemos que no livro os robôs obedecem fielmente as leis da robóticas, assim são elas:
1° Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2° Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3° Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e/ou a Segunda Lei.
No entanto vemos que há algumas semelhanças das leis da robótica com a nossa atual sociedade assim são elas:
1°:Um ser humano não pode ferir o seu governo ou deixar que a sua nação sofra algum mau.
2°:Um ser humano deve obedecer as ordens e leis do seu governo, exceto que tais ordem entre em conflito com a primeira lei.
3°:Um ser humano deve proteger sua existência desde que isso não entre em conflito com a 2° lei ou a 1° lei.
   As três leis humanas a que eu me refiro é baseada em experiencias e provas empíricas e estão presente na cultura ética e moral desse país, no entanto assim como os robôs obedecem fielmente as leis da robótica os seres humanos obedecem as normas do sistema, portanto não é heresia dizer que os seres humanos são robôs dos sistema.

Uma nova aventura

Ayala, Walmir. Partilha de sombra. Editora Leitura, 2009

Renata Coutinho

   Eu não costumo ler um livro inteiro em apenas 01 dia, mas este eu li. É super fácil e delicado. Apesar baseado principalmente no tema "solidão" este livro nos deixa leve e a história nos prende. Os personagens sofrem frustrações por ilusões, sonhos não realizados e seus próprios fantasmas. Vale a pena ler, pois apesar de um pouco confuso no inicio, com o desenrolar da história você percebe o quão criativo e instigante se torna a história. Recomendo este livro a todo tipo de leitor, especialmente aqueles que têm o coração e a mente aberta a novas aventuras. Vale a pena ler!









A Raposa Contorcionista

Clavenger, Craig. Sob Mil Disfarces. Tradução de Vera Martins. São Paulo: Arx 2006.
Juliani Ap. Rodrigues
   A obra “Sob Mil Disfarces” de Craig Clevenger trata-se de um homem que vive escondendo-se sob identidades falsas e tentando acabar com suas terríveis dores de cabeça que quase sempre acabam em uma overdose por analgésicos.
Sob Mil Disfarces   Craig Clevenger aborda a mente humana em seu íntimo usando a personagem John Dolan Vicent, que por sua vez, traz consigo dois extremos: sua genialidade e sua irracionalidade (daí sua principal fala no livro: “às vezes sou muito inteligente, às vezes muito burro”).
   John sempre foi um garoto problemático que passou por diversas avaliações psicológicas, sempre teve o nome manchado e ficou algum tempo na cadeia até que achou a solução dos problemas não revelando sua verdadeira identidade. Sempre sofreu preconceito por possuir um dedo a mais na mão esquerda, embora este sempre fosse útil para despistar avaliadores psicológicos. O rapaz ruivo, de olhos azuis e com capacidade intelectual indiscutivelmente afiada compara-se com um contorcionista tendo de se adaptar às suas novas identidades para que fosse livre de qualquer acusação e tivesse uma ficha sempre limpa.
   A história de John flui tranquilamente (na medida do possível), até que se envolve com uma facção criminosa bem mais perigosa que as que ele está acostumado a trabalhar. Com esse ato impensado coloca em risco Keara, a mulher por quem está apaixonado. A partir daí percebe-se todo o sentido da obra: a personagem leva o leitor a refletir o quanto a mente e o coração humano podem rumar para lados diferentes.
Embora tenha um começo confuso e algumas passagens que se tornam repetitivas ao leitor, a história de John apresenta um final realmente interessante e surpreendente.
   A obra, que é direcionada ao público adulto, apresenta a realidade de forma objetiva além de apresentar citações químicas, físicas, matemáticas, filosóficas, etc. O resumo dessas ciências montam o caráter calculista que está presente em John e toda sua capacidade de lidar com as mais diversas e inusitadas situações.

Família, sem eira nem beira

Lutz, Lisa. A família Spellman. Tradução de Débora Da Silva G. Isidoro. São Paulo: Arx, 2007.

Islâine de C. Domingues
   O livro A família Spellman (The Spellman Files, tradução de Débora Isidoro, Arx, 320 páginas) foi escrito pela norte-americana Lisa Lutz que trabalhou como roteirista antes de começar a escrever A Família Spellman, seu primeiro romance.
 Confiança e privacidade não fazem parte dos valores da família Spellman, dona de uma agência de detetives em San Francisco, que não satisfeitos com suas atividades profissionais, mantêm o hábito de bisbilhotar também uns aos outros, além “de coletar dados’’ sobre amigos, namorados e conhecidos.
É por meio do olhar sarcástico de Isabel, que conhecemos seus pais, Albert e Olívia e seus irmãos, o perfeito David, e Rae, adolescente entusiasta da “vigilância recreativa”, esporte que consiste em seguir pessoas aleatoriamente. Com eles vive também seu tio Ray, que regularmente precisa ser resgatado após noitadas de drogas e jogos.
   Isabel vive e trabalha, ajudando os pais a solucionar casos misteriosos. Claro que seus hábitos estranhos a atrapalham: seus namorados não suportam seu temperamento imprevisível e de ser espionados. Aos 28 anos Isabel está em seu limite, quer ser normal e mudar de profissão, mas terá que resolver um caso misterioso para ser liberada da agência de detetives.
   O livro poderia ser mais engraçado, ou ainda poderia mostrar um pouco mais da atividade dos investigadores particulares. A verdade é que a história ficou muito focada na vida pessoal de Isabel e nos seus problemas familiares. As atividades de investigação ficaram praticamente concentradas na quebra de privacidade entre os membros da família Spellman
   Mas é uma ótima combinação de aventura e humor, faz de Lisa Lutz uma das mais promissoras escritoras da atualidade e apresenta uma galeria de personagens excêntricos, que nos cativa de imediato.

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